MPS I é uma doença de depósito lisossômico, hereditária, rara e é causada pela deficiência da enzima lisossômica
α-L-iduronidase.
A herança da doença é autossômica recessiva e afeta igualmente pessoas do sexo masculino e do sexo feminino. O pai e a
mãe de uma criança afetada são portadores assintomáticos da doença: são heterozigotos para o traço e portam um gene
normal e um gene mutante (defeituoso) que codifica a α-L-iduronidase. Foram identificadas diversas mutações do gene da
α-L-iduronidase (locus 4p16.3) em indivíduos com a doença MPS I; a maioria consiste em mutações isoladas ou
variações pequenas do gene, e, em algumas, foi estabelecido um número pequeno de correlações entre genótipo e fenótipo.
A MPS I pertence ao subconjunto de mucopolissacaridoses das doenças de depósito lisossômico, com uma incidência
estimada em cerca de 1:100.000 em todas as populações.
A α-L-iduronidase é uma enzima (uma exoglicosidase) que participa da degradação gradual dos glicosaminoglicanos (GAG)
dermatan sulfato e heparan sulfato, polissacáridos complexos que são um componente importante da matriz extracelular e do
tecido conjutivo do corpo inteiro. A deficiência desta enzima leva ao acúmulo desses glicosaminoglicanos no lisossoma,
resultando, em última análise, na disfunção de células, tecidos e órgãos por meio de mecanismos fisiopatológicos em grande
parte desconhecidos.
A deficiência de α-L-iduronidase resulta em uma série ampla de manifestações clínicas. Tradicionalmente vêm sendo usadas
três entidades clínicas para caracterizar o espectro amplo da gravidade clínica associada à MPS I. As síndromes de Hurler e
Scheie representam fenótipos na extremidade grave e na extremidade leve do espectro clínico, respectivamente, e a síndrome de
Hurler-Scheie representa um fenótipo de gravidade clínica intermediária. Estas classes não refletem adequadamente a
diversidade e a progressão variável dos sintomas clínicos manifestados por pacientes individuais com MPS I.
Na maioria dos tipos de tecidos, a MPS I está associada a efeitos patológicos. As manifestações clínicas da MPS I mostram
uma evolução crônica e progressiva; são de natureza multissistêmica e incluem organomegalia (aumento do fígado e do baço),
disostose multiplex (ossos com conformação anormal), facies característico e artropatia grave. As funções auditiva, visual,
respiratória (vias aéreas) e cardiovascular são todas afetadas e, tipicamente, a mobilidade das articulações fica gravemente
diminuída.
• Os indivíduos com MPS I neuronopática (grave) apresentam atraso no desenvolvimento e sintomas físicos nos
primeiros dois anos de vida, e sofrem de retardo mental progressivo. O tempo de vida máximo deles é de 8 a 10 anos,
e, na maioria dos casos, a morte resulta de insuficiência cardiorrespiratória.
• Tipicamente, os indivíduos com MPS I não-neuronopática apresentam sintomas físicos na infância e têm um
intelecto normal ou quase normal. Os sintomas físicos podem ser graves, como na forma neuronopática, levando à
morte no início da idade adulta; ou podem ser mais leves e estar associados com um tempo de vida normal. A maior
heterogeneidade dos sintomas é, de longe, manifestada pelos indivíduos com MPS I não-neuronopática.
O diagnóstico da MPS I é confirmado por um nível baixo ou indetectável de α-L-iduronidase nos leucócitos ou nos
fibroblastos da pele, e por uma concentração alta de fragmentos de glicosaminoglicanos (GAG) na urina.
O teste de portador efetuado pelo acompanhamento dos níveis de α-L-iduronidase tem valor limitado, particularmente para fins
de identificação de casais em risco. Talvez, no futuro, o progresso das técnicas de testes genéticos moleculares permita uma
precisão maior nos testes de portador.
O tratamento atual da MPS I é, em grande parte, sintomático. O tratamento de apoio, com ênfase especial para as complicações
respiratórias e cardiovasculares, manifestações ósseas, perda auditiva e perda da visão, sintomas digestivos e hidrocefalia
comunicante, é capaz de melhorar consideravelmente a qualidade de vida dos indivíduos afetados e suas famílias.
Os tratamentos disponíveis oferecem esperança no sentido de evitar ou deter o processo da doença, corrigindo a deficiência de
α-L-iduronidase. Alguns estão em uso (transplantes de medula óssea, no caso de MPS I neuronopática), outros estão sendo
usados em estudos clínicos prospectivos (terapia de reposição enzimática) e há ainda outros que estão em fase de
desenvolvimento inicial (terapia gênica).http://www.genzyme.com.br/thera/az/br_pdf_mps_mono.pdf
α-L-iduronidase.
A herança da doença é autossômica recessiva e afeta igualmente pessoas do sexo masculino e do sexo feminino. O pai e a
mãe de uma criança afetada são portadores assintomáticos da doença: são heterozigotos para o traço e portam um gene
normal e um gene mutante (defeituoso) que codifica a α-L-iduronidase. Foram identificadas diversas mutações do gene da
α-L-iduronidase (locus 4p16.3) em indivíduos com a doença MPS I; a maioria consiste em mutações isoladas ou
variações pequenas do gene, e, em algumas, foi estabelecido um número pequeno de correlações entre genótipo e fenótipo.
A MPS I pertence ao subconjunto de mucopolissacaridoses das doenças de depósito lisossômico, com uma incidência
estimada em cerca de 1:100.000 em todas as populações.
A α-L-iduronidase é uma enzima (uma exoglicosidase) que participa da degradação gradual dos glicosaminoglicanos (GAG)
dermatan sulfato e heparan sulfato, polissacáridos complexos que são um componente importante da matriz extracelular e do
tecido conjutivo do corpo inteiro. A deficiência desta enzima leva ao acúmulo desses glicosaminoglicanos no lisossoma,
resultando, em última análise, na disfunção de células, tecidos e órgãos por meio de mecanismos fisiopatológicos em grande
parte desconhecidos.
A deficiência de α-L-iduronidase resulta em uma série ampla de manifestações clínicas. Tradicionalmente vêm sendo usadas
três entidades clínicas para caracterizar o espectro amplo da gravidade clínica associada à MPS I. As síndromes de Hurler e
Scheie representam fenótipos na extremidade grave e na extremidade leve do espectro clínico, respectivamente, e a síndrome de
Hurler-Scheie representa um fenótipo de gravidade clínica intermediária. Estas classes não refletem adequadamente a
diversidade e a progressão variável dos sintomas clínicos manifestados por pacientes individuais com MPS I.
Na maioria dos tipos de tecidos, a MPS I está associada a efeitos patológicos. As manifestações clínicas da MPS I mostram
uma evolução crônica e progressiva; são de natureza multissistêmica e incluem organomegalia (aumento do fígado e do baço),
disostose multiplex (ossos com conformação anormal), facies característico e artropatia grave. As funções auditiva, visual,
respiratória (vias aéreas) e cardiovascular são todas afetadas e, tipicamente, a mobilidade das articulações fica gravemente
diminuída.
• Os indivíduos com MPS I neuronopática (grave) apresentam atraso no desenvolvimento e sintomas físicos nos
primeiros dois anos de vida, e sofrem de retardo mental progressivo. O tempo de vida máximo deles é de 8 a 10 anos,
e, na maioria dos casos, a morte resulta de insuficiência cardiorrespiratória.
• Tipicamente, os indivíduos com MPS I não-neuronopática apresentam sintomas físicos na infância e têm um
intelecto normal ou quase normal. Os sintomas físicos podem ser graves, como na forma neuronopática, levando à
morte no início da idade adulta; ou podem ser mais leves e estar associados com um tempo de vida normal. A maior
heterogeneidade dos sintomas é, de longe, manifestada pelos indivíduos com MPS I não-neuronopática.
O diagnóstico da MPS I é confirmado por um nível baixo ou indetectável de α-L-iduronidase nos leucócitos ou nos
fibroblastos da pele, e por uma concentração alta de fragmentos de glicosaminoglicanos (GAG) na urina.
O teste de portador efetuado pelo acompanhamento dos níveis de α-L-iduronidase tem valor limitado, particularmente para fins
de identificação de casais em risco. Talvez, no futuro, o progresso das técnicas de testes genéticos moleculares permita uma
precisão maior nos testes de portador.
O tratamento atual da MPS I é, em grande parte, sintomático. O tratamento de apoio, com ênfase especial para as complicações
respiratórias e cardiovasculares, manifestações ósseas, perda auditiva e perda da visão, sintomas digestivos e hidrocefalia
comunicante, é capaz de melhorar consideravelmente a qualidade de vida dos indivíduos afetados e suas famílias.
Os tratamentos disponíveis oferecem esperança no sentido de evitar ou deter o processo da doença, corrigindo a deficiência de
α-L-iduronidase. Alguns estão em uso (transplantes de medula óssea, no caso de MPS I neuronopática), outros estão sendo
usados em estudos clínicos prospectivos (terapia de reposição enzimática) e há ainda outros que estão em fase de
desenvolvimento inicial (terapia gênica).http://www.genzyme.com.br/thera/az/br_pdf_mps_mono.pdf
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