MPS BRASÍLIA DF

sábado, 29 de junho de 2013

  1. As síndromes de Hurler, Hurler-Scheie e Scheie são três formas da mesma
    doença, a Mucopolissacaridose I (MPS I). A síndrome de Hurler é a forma mais
    grave e seu nome é uma homenagem à Dra.
    Gertrude Hurler, médica que
    descreveu, em 1919, os primeiros pacientes com esta doença. Em 1962, o Dr.
    Scheie, médico oftalmologista, descreveu a síndrome de Scheie, doença
    caracterizada pela presença de intelig...
    ência normal e opacificação de córnea.
    Inicialmente, pensava-se que a síndrome de Scheie era um tipo de MPS
    diferente da síndrome de Hurler (a síndrome de Hurler seria a MPS I e a
    síndrome de Scheie seria a MPS V). Em 1971, quando a deficiência enzimática
    responsável pelas síndromes de Hurler e de Scheie foi descoberta, ficou
    claramente estabelecido que estas síndromes tinham a mesma causa, a
    deficiência da enzima a-L-iduronidase. Desde então, as síndromes de Hurler e
    de Scheie passaram a ser coletivamente chamadas de MPS I. Posteriormente,
    foram descritos pacientes com deficiência de a-L-iduronidase que
    apresentavam sintomas de gravidade intermediária àqueles encontrados entre os
    pacientes com a síndrome de Hurler (forma grave da MPS I) e os pacientes com
    a síndrome de Scheie (forma leve da MPS I). Estes pacientes foram
    considerados como portadores da síndrome de Hurler-Scheie (forma
    intermediária da MPS I). Atualmente, sabe-se que a MPS I apresenta um amplo
    espectro de gravidade: alguns pacientes apresentam quadros mais graves
    enquanto outros apresentam quadros mais brandos.
    Até o momento, não existe cura para a MPS I. Entretanto, existem maneiras de
    melhorar a qualidade de vida destes pacientes. O transplante de medula óssea
    (TMO) tem sido usado com sucesso no tratamento de alguns destes pacientes,
    principalmente naqueles com idade inferior a dois anos e destinados a
    apresentar a forma grave da doença. A terapia de reposição enzimática (TRE)
    com laronidase (enzima artificial semelhante à a-L-iduronidase) foi aprovada,
    em 2003, para uso nos Estados Unidos e na Comunidade Européia. A TRE
    parece ser especialmente benéfica para os pacientes com a forma intermediária
    da MPS I. Os cientistas que estudam esta doença continuam a procurar
    maneiras melhores e mais efetivas para tratá-la
    .

    http://www.redempsbrasil.ufrgs.br/sobre/CartilhaMPSI.pdf


Nenhum comentário:

Postar um comentário