- As síndromes de Hurler, Hurler-Scheie e Scheie são três formas da mesma
doença, a Mucopolissacaridose I (MPS I). A síndrome de Hurler é a forma mais
grave e seu nome é uma homenagem à Dra.
Gertrude Hurler, médica que
descreveu, em 1919, os primeiros pacientes com esta doença. Em 1962, o Dr.
Scheie, médico oftalmologista, descreveu a síndrome de Scheie, doença
caracterizada pela presença de intelig...ência normal e opacificação de córnea.
Inicialmente, pensava-se que a síndrome de Scheie era um tipo de MPS
diferente da síndrome de Hurler (a síndrome de Hurler seria a MPS I e a
síndrome de Scheie seria a MPS V). Em 1971, quando a deficiência enzimática
responsável pelas síndromes de Hurler e de Scheie foi descoberta, ficou
claramente estabelecido que estas síndromes tinham a mesma causa, a
deficiência da enzima a-L-iduronidase. Desde então, as síndromes de Hurler e
de Scheie passaram a ser coletivamente chamadas de MPS I. Posteriormente,
foram descritos pacientes com deficiência de a-L-iduronidase que
apresentavam sintomas de gravidade intermediária àqueles encontrados entre os
pacientes com a síndrome de Hurler (forma grave da MPS I) e os pacientes com
a síndrome de Scheie (forma leve da MPS I). Estes pacientes foram
considerados como portadores da síndrome de Hurler-Scheie (forma
intermediária da MPS I). Atualmente, sabe-se que a MPS I apresenta um amplo
espectro de gravidade: alguns pacientes apresentam quadros mais graves
enquanto outros apresentam quadros mais brandos.
Até o momento, não existe cura para a MPS I. Entretanto, existem maneiras de
melhorar a qualidade de vida destes pacientes. O transplante de medula óssea
(TMO) tem sido usado com sucesso no tratamento de alguns destes pacientes,
principalmente naqueles com idade inferior a dois anos e destinados a
apresentar a forma grave da doença. A terapia de reposição enzimática (TRE)
com laronidase (enzima artificial semelhante à a-L-iduronidase) foi aprovada,
em 2003, para uso nos Estados Unidos e na Comunidade Européia. A TRE
parece ser especialmente benéfica para os pacientes com a forma intermediária
da MPS I. Os cientistas que estudam esta doença continuam a procurar
maneiras melhores e mais efetivas para tratá-la.
http://www.redempsbrasil.ufrgs.br/ sobre/CartilhaMPSI.pdf
MPS BRASÍLIA DF
sábado, 29 de junho de 2013
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